Doença de Parkinson
Carbidopa + levodopa
Repõe a dopamina que falta no cérebro, reduzindo tremor e rigidez.
Nas caixas também aparece como Sinemet, Cronomet, Parkidopa
Quanto custa e onde retirar
Você não paga nada. Está no elenco do Farmácia Popular e é retirado em farmácias e drogarias credenciadas, que aceitam receita do SUS ou de médico particular.
Local de retirada
Farmácia ou drogaria credenciada no Farmácia Popular
Ligue antes para confirmar se a unidade tem o remédio no estoque naquele dia.
O que levar
Documento oficial com foto e o número do CPF
RG, CNH ou carteira de trabalho. Precisa ser o documento da pessoa que vai USAR o remédio, não de quem vai buscar. Se o CPF não estiver impresso nele, leve também o CPF.
Receita médica dentro do prazo de validade
Vale receita do SUS e também de médico particular — este é o programa que aceita as duas. Ela deve estar legível, com o nome do medicamento, a quantidade, o carimbo e a assinatura.
Procuração simples, se outra pessoa for buscar
Só em alguns casosQuem busca leva o próprio documento com foto mais uma cópia do documento do paciente. Confirme na farmácia antes de ir, porque a exigência varia de rede para rede.
Para que serve e como age no corpo
Na doença de Parkinson o cérebro perde as células que produzem dopamina, a substância que coordena o movimento. A levodopa é a matéria-prima que o cérebro usa para fabricar dopamina nova. A carbidopa vai junto para impedir que a levodopa seja destruída antes de chegar ao cérebro — é ela que faz a maior parte da dose realmente chegar ao destino e reduz muito o enjoo.
Apresentações disponíveis: 25 mg + 250 mg
Como tomar
Adultos com doença de Parkinson
A dose é individual e ajustada aos poucos pelo neurologista
Os horários são rígidos. Atrasar uma dose faz os sintomas voltarem rápido — use alarme.
Em relação à comida
Cerca de 30 a 60 minutos antes das refeições
Refeição rica em proteína (carne, leite, ovo) disputa a absorção com o remédio e reduz o efeito. Se enjoar muito em jejum, tome com um lanche leve, sem proteína.
Estas são as doses mais usadas, para você conferir se entendeu a receita. A dose que vale é sempre a que está escrita na sua receita.
Efeitos colaterais e a chance de acontecer
A maioria das pessoas não sente nada. Quando sente, é quase sempre nas primeiras semanas. A chance de cada efeito vem da bula do medicamento.
Muito comum
mais de 10%mais de 1 pessoa a cada 10Movimentos involuntários do corpo (discinesias)
O que fazer: Aparecem principalmente após anos de tratamento. Anote em que horário acontecem e leve ao neurologista — o ajuste de dose resolve.
Comum
1% a 10%de 1 a 10 pessoas a cada 100Enjoo e falta de apetite
Tontura ao levantar, por queda de pressão
O que fazer: Levante em duas etapas: sente na cama, espere, depois fique de pé.
Urina, suor e saliva com cor escura ou avermelhada
O que fazer: É inofensivo — é só o remédio sendo eliminado. Não se assuste.
Sonolência durante o dia e sonhos muito vívidos
Incomum
0,1% a 1%de 1 a 10 pessoas a cada 1.000Alucinações, ver ou ouvir coisas que não estão lá
O que fazer: Avise o neurologista. Não pare o remédio sozinho.
Comportamento compulsivo (jogo, compras, comida)
O que fazer: É efeito do remédio, não falha de caráter. Contar ao médico é essencial.
Fale com o médico antes de tomar se
- Tem glaucoma de ângulo fechado
- Usa ou usou nos últimos 14 dias certos antidepressivos (inibidores da MAO)
- Tem lesão de pele suspeita de melanoma, sem avaliação
Cuidados no dia a dia
- NUNCA pare de repente. A retirada abrupta pode causar uma reação grave, com febre e rigidez intensa.
- Horário é tratamento: tomar na hora certa é o que mantém o movimento estável ao longo do dia.
- Se for internar, leve a caixa e a lista de horários. A interrupção durante uma internação é uma causa frequente de piora.